Nao havia maneira de fazer aquele dvd-player funcionar, sempre um problema quando tinham algo importante a acontecer, ela comecava a achar que aquele tinha algum genero de stress quando se tratava de momentos importantes, em que um filme era obrigatorio, pois quando nao havia o querer ver um filme funcionava as mil maravilhas.
Ela decidiu que nao haveria nada que fizesse aquele seu dvd-player ressuscitar, como ja tinha visto muitos filmes no computador, com enorme vergonha propos-lhe: "Podemos assistir no computador?" Ele com zero entusiasmo concordou, nao era esse o ambiente que desejava, e tudo o que menos queria era tar sentado numa cadeira e ela noutra. Como ela o olhasse e mais uma vez lesse algo na sua cara disse: "Eu acho que e desconfortavel sentarmo-nos numa cadeira durante duas horas, podemos trazer o sofa do meu quarto, o unico problema e que nao cabemos la os dois", com um olhar ofendido ele respondeu-lhe: "Esse nunca foi o nosso problema Rose", a tentar esconder todos os sentimentos que vieram naquele segundo perguntou-lhe: " Ficas bem se eu me sentar no teu colo?", ele sem olhar para ela so foi capaz de dizer um" "sim".
Pegaram o sofa do quarto dela e comecaram a assistir o filme, ela nas pernas dele, tudo tinha mudado, tudo menos isto, parece que era a unica coisa que nao mudaria entre eles, tambem para que mudar o que sempre foi assim? esta dependencia um do outro, ela naquelas pernas que a faziam sentir tao segura, ele a segura-la, os bracos a volta da sua barriga, nao a largando, nao, larga-la era doloroso demais para ele.
Desde aquela tarde em que tiveram aquela estupida zanga, ela tao cansada dos amigos dele, ele cansado do medo dela de o perder, era um medo inutil, mas naquela tarde ele a viu quebrar em pequenos pedacos, nada pode fazer, ele estava demasiado irritado para a perdooar, tudo o que sempre lhe pediu era para ela nunca gritar com ele, nao suportava isso, e quando ela o fez tudo caiu, ele soube que nao haveria volta a dar, o fim. Ela comecou a chorar, o controle era algo que lhe faltou completamente naqueles tantos e longos minutos, ele a abracou e prometeu-lhe: " Seras sempre a minha melhor amiga, nao importa o que aconteceu aqui hoje, eu amo-te" Entre lagrimas ela disse: " Eu tambem te amo".
As pessoas viram aqueles dois a passarem de um casal que nao conseguia aguentar mais de uma hora separados um do outro, ela sempre sentada no colo dele, o casal meloso diziam as invejosas, passaram de amor total, a uma amizade com cuidados excessivos, controles, nao se podiam magooar.
A curiosidade dele o tinha levado a chegar naquele dia a casa dela, para assistirem um filme de terror, ela tinha dito que ele nao a queria ver a ter medo, isso causou-lhe uma curiosidade intensa, ultrapassou todas as precaucoes e numa tarde exigiu-lhe: " Eu quero ver 28 days later contigo, na tua casa ou na minha?" Ela com uma cara terrorizada e derrotada disse: " Na minha, tu sabes que os meus pais estao a viajar outra vez", os pais dela sempre a viajarem, ela tambem tinha essa paixao mas as aulas a impediam de explorar o mundo como desejava, e desde que conhecera o John nao aguentaria estar muitos dias em outro pais, nao sem ele. Acrescentou ao ver a cara dele de satisfeito e curioso "Vou morder-te se ficar com medo" - " Just don't touch my piercing", " Hmm, okay, your skin is enough" - " hahaha". Esta conversa era irrelevante agora, ela estava sentada nas pernas dele, nada a podia fazer sentir medo, sentia-se protegida, e os bracos dele a formar uma corrente na barriga dela, fazia a sentir nervosa, mas sabia que com ele aqui nada de mal poderia acontecer, aquela corrente lembrava-lhe sempre o como ela estava acorrentada a ele, inquebravel.
La vinham os zombies na tela, ela cravou-lhe as unhas na pele, ele deu um salto, e afundou os bracos mais no abraco que os mantinha juntos naquela poltrona, ela olho-o, e disse em voz baixa: " Perdooa-me", ele percebeu que ela nao se referia ao filme, e disse: " A mim tambem", tirando as maos do abraco a fazendo olhar para ele, e beijando-a. Ela pos as maos no pescoco dele.
Nada mudaria, ainda se amariam, mas nao sabiam se haveria perdao, mas continuaram, nao importava se poderiam magooar-se, eles tentariam, nao importa se nao haveria mais nada para recuperar, eles continuariam um pelo outro.
quinta-feira, 30 de abril de 2009
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