segunda-feira, 23 de novembro de 2009

21.


Nas tuas mãos sinto-me uma boneca de porcelana.
Cuidado para não me partires.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009


Março, Abril, Maio, Junho, Julho, Agosto, Setembro, Outubro.
Afinal não errei no passar do tempo, ele passou, um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito.
Março, lágrimas.
Abril, negar.
Maio, odiar.
Junho, ignorar.
Julho, estou bem.
Agosto, saudades.
Setembro, amizade.
Outubro, cansei.
Só para dizer que daqui não há mais volta a dar, e sabes que mais? Eu consigo ser feliz sem ti, eu consigo viver sem ti.
Dizem que: "Devemos nos ausentar para causar-mos saudades, mas não demais para ele não descobrir que consegue viver sem nós".
Acredito que nunca a leste, pena.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

MJ, 5 anos.


Eu tenho uma rotina, e tu fazes parte dela, como uma regra que alguém se esqueceu de escrever. Tu és parte do meu dia-a-dia, não importa a distância, nunca sinto que estás longe, porque sei que tu nunca deixas-te o meu lado, tal como eu espero nunca deixar o teu, porque doí mais do que eu consigo aguentar ficar sem ti.

Não acho impossivel, tomarmos chás juntas e sabes porque? Porque há pessoas que são feitas para dividirem estradas conosco, e o que nós já dividimos foi forte demais, porque por mais que nós tenhamos destruido uma a outra, sabiamos sempre que valia a pena tentar, e conseguimos minha pequena, porque tu vales tanto a pena, nunca me arrependo.E tu sabes como eu gosto de alguém, olho para a pessoa e sei que essa pessoa será algo na minha vida, e quando eu te vi naquele dia, eu sabia quem tu eras. Quando conheço alguém procuro um pedaço de ti.. porque tu tens tudo o que eu mais amo.

Sempre que vou a Pt, tenho medo, medo que tu tenhas mudado demais, que tenhas encontrado uma amiga melhor, ou simplesmente alguém que esteja contigo todos os dias, que te limpe as lágrimas quando choras, como eu não posso, alguém que te veja sorrir, que te de conselhos, alguém com quem tenhas aquela cumplicidade. Mas sempre que te vejo, não importa o quanto possas ter mudado, porque eu sei que no fundo, eu sempre te reconheço, tu mudas, mudas, mudas, a alma, a inocencia, o coração o que lhe quiseres chamar é sempre o mesmo, por isso e que não importa. E nesses segundos que te vejo, depois de engolir a saliva e o choque, sou feliz.

Sim, um dia vamos conhecer o mundo, juntas, consigo imaginar isso, nós as duas, fazendo as compras de sempre, a sorrir, livres.
Sim, eu amo-te, amo a nossa amizade, amo a nossa cumplicidade.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Apetece-me


Apetece-me, gritar e calar, tocar e correr, aproximar e deixar, entrar e continuar.
Apetece-me deitar e sonhar, acordar e andar.
Apetece-me sair a correr entre um campo em flores, olhar para cada uma delas e não escolher nenhuma.
Apetece-me ir ao mar acrescentar-lhe água salgada, presente dos meus olhos.
Apetece-me esculpir, pintar, emoldurar, reanimar, causar um sorriso para sempre.
Apetece-me ir ao céu cumprimentar as nuvens, implorar-lhes que não me caiam em cima e voltar a rodopiar.
Apetece-me dançar sozinha numa encruzilhada, um pé a tocar no chão o outro no ar, sem cair, sem desequilibrar.
Apetece-me subir numa árvore e escolher o seu fruto mais bonito para dar para alguém que eu não conheço, nem conhecerei.
Apetece-me saltar duma cascata para encontrar os elementos no fim.
Apetece-me implorar ao sol que volte a cobrir-me a pele dourada.
Apetece-me pegar a areia e a deixar voar no vento, olhar para ela e viajar nela.
Apetece-me refazer a história, por um ponto final aqui, uma vírgula ali, um não merecido, um sim conquistado.
Apetece-me comer aquele bolo que a mãe fez com amor para o pai, aquele que nos é proibido. Apetece-me cheirar madeira cortada.
Apetece-me lavar a alma.
Hoje Apetece-me, apetece-me tudo.